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Comando Distrital de Leiria



Sexta-feira, 30.06.17

"Despedida da PSP"

Chefe Augusto Rodrigues (1).jpg

 

Hoje partilhamos a história de vida de um polícia.

É a história do nosso 1.º Subchefe Augusto dos Santos Rodrigues (aposentado), que nasceu em 15 de setembro de 1937, no concelho de Alcobaça.

Alistado provisoriamente na PSP, em 26 de abril de 1963, ficou pronto da instrução elementar em 24 de julho do mesmo ano. A sua primeira colocação foi a 1.ª Companhia Móvel de Polícia – Oeiras, de onde foi depois destacado para a então Província Ultramarina da Guiné em 27 de Agosto.

Em 1965, foi colocado no Comando da PSP de Lisboa.

Em 1970, foi destacado para Província Ultramarina de Angola, integrado na 3.ª Companhia Móvel de Polícia.

Em 1972, foi colocado no Comando da PSP de Leiria, na Esquadra de Peniche.

Em Julho de 1973, foi promovido ao Posto de 2.º Subchefe, sendo colocado na PSP de Lisboa.

Em finais de Setembro do mesmo ano, foi aumentado ao efetivo da PSP de Leiria, tendo prestado serviço, como monitor, na 5.ª Escola de Alistados/73, nas Caldas da Rainha.

Desempenhou funções na Esquadra da Marinha Grande, sendo a sua última colocação na Esquadra de Alcobaça, onde foi desligado ao serviço em 1 de setembro de 1991.

Atualmente com 80 anos continua a residir em Alcobaça.  

 

Estas quadras que agora se publicam e que foram gentilmente cedidas pelo 1.º Subchefe (aposentado) Augusto Rodrigues, retratam na perfeição aquilo que August Vollmer (ex-polícia e criminólogo), em 1917, indicou que o cidadão espera de um polícia: “a sabedoria de Salomão, a coragem de David, a paciência de Job, a liderança de Moisés, a delicadeza do Bom Samaritano, a estratégia de Alexandre, a fé de Daniel, a diplomacia de Lincoln, a tolerância do Carpinteiro de Nazaré e, por último, um conhecimento aturado de todos os ramos das ciências naturais, biológicas e sociais”.

 

“Despedida da PSP”

 

Polícia eu sonhei ser, ainda jovem um dia,

O Sonho concretizou-se para minha alegria.

 

Em Tomar me alistei e à Guiné fui parar,

Levado no “Ana Mafalda”, sobre as ondas do Mar.

 

Durante dois anos servi, a Pátria querida e amada,

Tendo como companheira a G-3, que não chegou a ser usada.

 

Guardei pontos sensíveis, noite e dia ao luar,

Com mosquitos à mistura e rãs a coaxar.

 

Conheci muitas raças nos irmãos de outra cor,

Fulas, manjacos, papéis, biafadas e outros que Deus criou com amor.

 

Regressado, me esperava Peniche, terra linda e piscatória,

Onde o Povo arrisca a vida sem esperar pela vitória.

 

Passando a Alcobaça, terra que me viu nascer,

Fiz sempre por cumprir, mesmo quando tinha que prender.

 

Mas o sangue pulsava noite e dia no meu peito,

Debandei de novo para África no navio “Príncipe Perfeito”.

 

Em Angola atraquei na sua nobre capital,

Luanda me encantou, nela servi Portugal.

 

Colocado na 7.ª Esquadra, na Polícia Suburbana,

Onde camaradas deram a vida a golpes de catana.

 

A mulher me acompanhou nesta peleja sem medo,

E assim me enriqueceu com mais um filho, o Pedro.

 

E de novo a terra lusa fez parte do meu rosário,

Embarquei num avião, que me conduziu ao Calvário.

 

Promovido a Subchefe, com alegria não o nego,

Saiu-me na berlinda a Esquadra do Arco Cego.

 

Depois Caldas da Rainha, sempre a dar instrução,

Rebenta o 25 de Abril e com ele outra canção.

 

Marinha Grande me esperava, para mostrar quanto valia,

Dei o melhor da minha vida, sempre com alegria.

 

Alcobaça foi por fim a terra que me viu acabar,

Nesta nobre profissão, que só ama quem sabe amar.

 

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Prendi chulos e corrécios, meretrizes e alcoviteiras,

Dei pão aos que tinham fome e nada tinham nas algibeiras.

 

Aos senhores eu guardei os bens e a sua mansão,

Aos pobres eu dei sangue e também meu coração.

 

Quantos casamentos eu fiz, dos que já estavam desfeitos,

A minha alma se alegra por terem os mesmos leitos.

 

Droga um mal do século que não pude debelar,

Dei alívio, chamei médicos, tentei recuperar.

 

Procurei assim cumprir de alma e coração,

Dando a vida pelo povo, servindo a Nação.

 

E se algum dia for preciso e a Pátria correr perigo,

Enquanto Deus me der forças, pode contar comigo.

 

Augusto dos Santos Rodrigues

 

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por Comando Distrital de Leiria às 16:37




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